parceiros: Clínica de Medicina Hiperbárica de Santos e Empresa de Eventos Outrance
apoio: SABESP
1) O que é Medicina Hiperbárica ?
A Medicina Hiperbárica é uma área da medicina, que utiliza como tratamento a Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB), sendo esta uma modalidade terapêutica não invasiva. O paciente respira, tranquilamente, oxigênio a 100% (oxigênio puro), através de máscaras colocadas na face, enquanto permanece em uma câmara pressurizada a uma pressão superior à atmosférica ao nível do mar, por cerca de 90 a 120 minutos, em sessões diárias, seguindo protocolos preestabelecidos e adaptados a cada caso.A Oxigenoterapia Hiperbárica é um tratamento complementar, utilizado com as terapias já consagradas. Seu papel é atuar como um acelerador do processo de recuperação, através de um aumento da saturação de oxigênio no organismo que permite uma aceleração na normalização de cicatrizações e no combate a diversas infecções.
2) Quais os benefícios da Oxigenoterapia Hiperbárica ?
A vasoconstrição – favorável em casos de edema –, efeito fungicida e bactericida – facilitando a atuação dos leucócitos e consequente diminuição da produção de substâncias tóxicas – potencialização dos efeitos de vários medicamentos, aumento da oxigenação do sangue – pelo acréscimo de oxigênio dissolvido no plasma – e crescimento de novos leitos capilares ou neovascularização.
3) Quando indicar a Oxigenoterapia Hiperbárica ?
A Oxigenoterapia Hiperbárica é indicada como terapia complementar em diversas patologias agudas ou crônicas, sejam elas de natureza isquêmica, infecciosa, traumática ou inflamatória. A OHB é geralmente aplicada em casos graves e resistentes aos tratamentos convencionais e que, na maior parte do tempo, implicam em custos elevados e prognósticos desfavoráveis a integridade física do paciente.Cada sessão tem de uma hora e meia a duas horas, sob pressão de 2.0 a 2.8 ATA, conforme prescrição médica e procedimentos da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica.A aplicação da OHB vem se expandindo no mundo todo devido à constatação dos benefícios alcançados, como, por exemplo, a redução dos custos e a rápida eficácia do tratamento. A diminuição do tempo de resposta, melhora os resultados do processo de cicatrização, diminuindo assim os índices de sequelas, cirurgias, mutilações, rejeições de enxertos, cicatrizações deformantes de queimaduras, medicamentos e longas internações hospitalares.
4) Para quais patologias a Oxigenoterapia é indicada ?
As patologias são as seguintes:
Embolia gasosa
Doença descompressiva
Embolia traumática pelo ar
Envenenamento por monóxido de carbono ou inalação de fumaça
Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos
Gangrena gasosa
Síndrome de Fournier
Infecções necrotizantes de tecidos moles: celulites, fasciites, miosites
Isquemias agudas traumáticas: lesão por esmagamento, síndrome compartimental, reimplantação de extremidades amputadas e outras
Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios e insetos)
Queimaduras térmicas e elétricas
Lesões refratárias: úlceras de pele, lesões do pé-diabético, escaras de decúbito, úlcera por vasculites auto-imunes, deiscências de suturas
Lesões por radiação: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actínicas de mucosas
Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco
Osteomielites crônicas
Anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sangüínea
Indicações relativas:
· Traumatismo de partes moles com isquemia tecidual
· Fraturas expostas com perda de cobertura cutânea
· Doença de Crohn, retocolite ulcerativa com ou sem fístulas
· Infecções graves com destruição muscular, de pele ou gordura subcutânea
· Coleção de pus ou ar no cérebro, causados, respectivamente, por processo infeccioso e trauma
· Abscesso cerebral
· Intoxicação por tetracloreto de carbono
· Acidente vascular cerebral agudo, trombótico ou embólico
· Traumatismo craniano (edema cerebral)
· Cicatrização de fraturas e enxertos ósseos
· Intoxicação pelo sulfeto de hidrogênio
· Mucomicose, canibolus coronato e aspergilose invasiva
· Abscessos intra-abdominais, sépsis (peritonite)
· Traumatismo de coluna vertebral
· Hanseníase
· Meningite meningocócica
· Esclerose múltipla
· Colite pseudomembranosa
· Enterite, proctite e mielite por irradiação
· Insuficiência aguda da artéria retiniana central
..............................................
Em resumo, a oxigenoterapia hiperbárica evita ou reduz a níveis muito baixos:
· Hospitalização prolongada
· Procedimentos cirúrgicos e anestésicos repetitivos
· Uso intensivo de antibióticos

0 comentários:
Postar um comentário
Deixe sua mensagem. Ela é muito importante para nós!